Review: Manyuu Hikenchou

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O que? Falando de uma adaptação de manga? Ela é tão boa assim que você escolheu ela e não o manga? Ehhhh, sim e não. Eu gostaria de falar do manga, mas por jogadas do destino que me odeia, ela não tem scans, e provavelmente não vai ter, então vamos com a versão animada dele!

Mas não sem deixar as informações básicas. Manyuu Hikenchou é um manga de sete volumes que foi lançado de 2007 até 2012. Seu autor Hideki Yamada só lançou mais dois mangas de um volume cada, ambos sem tradução.

Em 2011 o estúdio Hoods Entertainment começou a adaptação para anime. Hoods pode ser conhecido por suas outras grandes obras como Seikon no Qwaser, Nazo no Kanojo X e AkiSora. E a experiência com elas, principalmente com Seikon, é aparente em Manyuu Hikenchou.

Porque digo que a experiência com Seikon iria pagar? Se Seikon era um anime sobre peitos, Manyuu é sobre peitos X2. Seikon os peitos eram o chakara, poder espiritual, KI – de onde o poder saia, ou seja, era muito importante, em Manyuu é TUDO sobre peitos, mas vamos por partes.

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No período edo, um clã dita as regras do país, esse é o clã Manyuu. Por causa de sua influencia, peitos são a coisa mais importante da sociedade. Aquelas que tem peitos grandes, são consideradas acima na casta social, tem prestigio, fama e riqueza. E aquelas que não tem peitos, quase não são consideradas humanas e vivem na pobreza e discriminação.   

Acima disso os Manyuu tem técnicas tanto de desenvolvimento de peitos melhores como da de destruição dos peitos alheios, assim tendo total controle de quem deve estar no topo e quem não.

 Poderia fazer uma ligação da premissa com um comentário social, que pode até existir, mas não quero ir para aquele lado, ao invés disso vou concentrar no que o anime realmente mostra ao telespectador.

Esse mundo criado onde peitos igual ao valor de uma pessoa é uma das forças do anime, mostrando diferentes pontos e exemplos de como são tratados ambos os lados do sistema e diferentes tradições que são criadas por causa dele.

Você deve estar pensando que é uma premissa meio boba? E realmente é, mas ela é tratada de uma maneira séria, fazendo de uma forma que nem parece o assunto tratado é peitos as vezes, e sim algo muito mais importante. Isso visto que peitos naquele mundo são a coisa mais importante em si.

A história começa com Chifusa, a próxima descendendo do clã fugindo de sua vila com um pergaminho com todos os segredos que o clã guarda. Ela não acha certo como o esse mundo é, e quer muda-lo. Tentando desbancar seu antigo clã do poder, espalhar os seus segredos e criar um mundo onde peitos não importam.

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Alem disso ela tem uma habilidade de roubar os peitos que ela corta, algo que tem segredos muitos maiores que o seu próprio clã sabe. E com isso e sua companheira de viagem e amiga de infância vão em uma jornada pelo Japão.

Histórias de viagem são sempre boas para mostrar o mundo, e é isso que Manyuu Hikenchou faz, cada episódio elas param em algum lugar com diferentes costumes ou são pegam em alguma peitocospiração.

O anime acaba não tendo um final conclusivo, deixando após grandes descobertas, e perfeito para uma segunda temporada. Que comparando com o numero de volumes que o manga tem, mais 12 episódios iam ser o bastante para fechar a história.

Tanto graficamente como sonoramente ele tem valores bem altos. Os peitos têm um ótimo balanço e sonoplastia, isso é algo que já devem trazer das outras obras. As cenas de luta não são tão bem trabalhas, algumas fazem o serviço, mas normalmente é algo rápido ou desinteressante, salvo algumas exceções.

No quesito adaptação, vendo pelas raws, ele não parece seguir fielmente o manga. Adapta um capítulo aqui e outro ali, mas a direção geral parece ser própria do anime, principalmente condizendo o final. Isso pode ser um ponto positivo ou negativo dependendo da pessoa.

Manyuu Hikenchou é uma obra com um conceito bobo que o trata de uma ótima maneira. Falar que a obra tem fanservice parece até errado, é como falar que um manga de lutas tem lutas. Mas obviamente, espere peitos para todos os lados. Fica a recomendação Manyuu Hikenchou.

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